Hugo de S. Vitor (séc. XII) forneceu a seguinte árvore das virtudes cuja raiz e ponto de partida é a humildade segundo este nosso resumo:

Com base nos dados fornecidos por Ad. Tanquerey, Compêndio da Teologia Ascética e Mística (1955), acrescentamos que a escada da terra ao Céu está representada também no braço vertical da Cruz de Cristo, enquanto o braço horizontal abarca e reúne todos os homens.

Segundo S. Ambrósio, a "alma do baptizado sobe para o Céu. Já S. Paulo dizia "pensai nas coisas do alto e não nas da terra" (Col. 3.2)

Álvaro Pais, que foi bispo de Silves entre 1335 e 1353, diz que as pessoas que sobem a escada de Jacob para contemplar a Deus e descem por ela para servir o próximo com a sua vida activa de trabalho são uns anjos terrestes como a contemplativa Maria do Evangelho (Lc 10) a escutar Jesus e a activa irmã Marta a servir o Senhor. Eis as palavras de Álvaro Pais: "Escada de Jacob pela qual e na qual sobem ao céu os homens angélicos para contemplar e descem para servir, porque nesta Igreja habitam Maria contemplando aos pés do Senhor e Marta servindo-O"

Já Dionísio Areopagita falou de 3 degraus na escada da terra para o céu.

3 via unitiva – caridade – bispos – Tronos, Querubins, Serafins

2 via iluminativa – esperança – padres – Dominações, Virtudes, Potestades

1 via purgativa – fé – diáconos – anjos, arcanjos, principados

Álvaro Pais, Estado e Pranto da Igreja, vol. 7, Lisboa 1997, pp. 425-437, compara os 7 graus de humildade (segundo S. Bernardo) aos degraus da escada de Jacob (Génesis 28,12-13)